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quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Boletim Informativo

Padre Reginaldo Manzotti - boletim informativo semanal
Filhos e filhas,
Nesta quarta-feira (27) aconteceu na Praça São Pedro, no Vaticano, a última audiência pública do Papa Bento XVI. Assim, nesta quinta-feira (28), às 20h (horário de Roma e 16h no de Brasília), ele deixará o comando da Igreja e a Sé estará vacante.
Muito se falou sobre a renúncia do Papa e muito ainda vai se falar, mas hoje quero partilhar com vocês alguns trechos dessa última audiência.
"Não abandono a cruz, mas permaneço de um modo novo, junto ao Senhor crucificado". Essa frase - de certa forma, uma resposta às críticas sobre a renúncia - revela todo o amor do Papa pela Igreja.
Outra citação que quero destacar é um exemplo de fé: "O Senhor nos doou tantos dias de sol e de leve brisa, dias no qual a pesca foi abundante; houve momentos também nos quais as águas eram agitadas e o vento contrário, como em toda a história da Igreja, e o Senhor parecia dormir. Mas sempre soube que naquela barca está o Senhor e sempre soube que a barca da Igreja não é minha, não é nossa, mas é Sua. E o Senhor não a deixa afundar; é Ele que a conduz, certamente também através dos homens que escolheu, porque assim quis. Esta foi e é uma certeza, que nada pode ofuscá-la".
Com estas citações me remeto ao dia em que Bento XVI foi eleito, em 19 de abril de 2005, e proclamou a frase: Um humilde servo da vinha do Senhor. Foi um pontificado que começou com simplicidade e que não poderia terminar de outra forma, ou seja, com humildade, coragem e muito amor pela Igreja de Jesus Cristo.
Por isso, especialmente hoje, faço um convite para que em suas orações peçam que o Espírito Santo ilumine a Igreja, o colégio cardinalício que entrará em conclave e todo o povo de Deus.

Deus abençoe,
Padre Reginaldo Manzotti

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Comportamento



Para refletirmos juntos e vivermos melhor como irmãos, abraços, Rufino e Zélia.


    
Existe uma coisa difícil de ser ensinada e que, talvez por isso,
esteja cada vez mais rara: a elegância do comportamento.

É um dom que vai muito além do uso correto dos talheres
e que abrange bem mais do que dizer um simples obrigado diante de uma gentileza.

É a elegância que nos acompanha da primeira hora da manhã até a hora de dormir
e que se manifesta nas situações mais prosaicas,
quando não há festa alguma nem fotógrafos por perto.

É uma elegância desobrigada.

É possível detectá-la nas pessoas que elogiam mais do que criticam.

Nas pessoas que escutam mais do que falam.
E quando falam, passam longe da fofoca,
das maldades ampliadas no boca a boca.

É possível detectá-las nas pessoas que não usam um tom superior de voz.

Nas pessoas que evitam assuntos constrangedores
porque não sentem prazer em humilhar os outros.

É possível detectá-la em pessoas pontuais.

Elegante é quem demonstra interesse por assuntos que desconhece,
é quem cumpre o que promete e, ao receber uma ligação,
não recomenda à secretária que pergunte antes quem está falando
e só depois manda dizer se está ou não está.

É elegante não ficar espaçoso demais.



É muito elegante não falar de dinheiro em bate-papos informais.

É elegante retribuir carinho e solidariedade.

Sobrenome, jóias, e nariz empinado não substituem a elegância do gesto.

Não há livro que ensine alguém a ter uma visão generosa do mundo,
a estar nele de uma forma não arrogante.

Pode-se tentar capturar esta delicadeza natural através da observação,
mas tentar imitá-la é improdutivo.

Educação enferruja por falta de uso.

"LEMBRE-SE de que colheremos, infalivelmente aquilo que houvermos semeado.
Se estamos sofrendo, é porque estamos colhendo
os frutos amargos das sementeiras errôneas.
Fique alerta quanto ao momento presente.
Plante apenas sementes de sinceridade e de amor,
para colher amanhã os frutos doces da alegria e da felicidade.
Cada um colhe, exatamente, aquilo que plantou."

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Semana Nacional da Família



Artigo de reflexão do Pe. Wladimir Porreca, assessor nacional da Pastoral Familiar da CNBB
Pe. Wladimir Porreca*
BRASILIA, segunda-feira, 13 de agosto de 2012 (ZENIT.org) - A Comissão Episcopal Pastoral para a Vida e a Família oferece para a Semana nacional da Família 2012 o subsídio “Hora da Família” 2012 para ser um instrumento eficaz, para ser usado durante todo o ano, em especial, na Semana Nacional da Família, para introduzir a reflexão e celebração sobre o tema da família na dimensão do trabalho e na festa.
Este periódico “Hora da Família” foi elaborado a partir das catequeses do Encontro Mundial das Famílias com o Papa Bento XVI em Milão, nos dias 30 de maio a 03 de junho, em Milão na Itália.
Família, trabalho e festa são um trinômio que começa com a família, para compartilhá-la com o mundo. O trabalho e a festa são modos através dos quais a família ocupa o “espaço” social e vive o “tempo” humano. O tema coloca em evidência o casal homem- mulher junto ao seu estilo de vida: o modo de viver os relacionamentos (a família), de habitar o mundo (o trabalho) e de humanizar o tempo (a festa). O objetivo do tema é pensar na família como patrimônio da humanidade sugerindo, assim, a ideia que a família é patrimônio de todos, e que ao mesmo tempo contribui universalmente para a humanização da existência.
O nosso periódico é um instrumento para que, por meio de reuniões familiares e de grupos, em todos os ambientes, se aprofunde a reflexão sobre o valor único e próprio da família e o grande bem que ela representa para cada pessoa e para a sociedade. Com as reflexões a partir do tema do Encontro Mundial da Família : FAMÍLIA: TRABALHO E FESTA, é dividido em três grupos, conforme a sequência a família (A família gera a vida, A família e a superação das dificuldades, A família geradora de uma sociedade justa e fraterna ), o trabalho (O trabalho  na família, O trabalho, recurso para a família, O trabalho, desafio para a família) e a festa (A festa, tempo para a família, A festa, tempo para o Senhor, A festa, tempo para a comunidade) e introduzidas por uma catequese sobre o estilo de vida familiar (O segredo de Nazaré), os temas desejam iluminar a união entre a vivência familiar e a vida quotidiana na sociedade e no mundo pelo trabalho e pela festa.
Mesmo que cada encontro traga um tema e textos específico focados na temático do Encontro Mundial da Família, contudo as famílias e grupos sintam-se livres para ampliar ou mesmo criar outros temas que possibilitem a família celebrar o trabalho e a festa, através de iniciativas próprias, como palestras, encontros, seminários de estudos e fóruns de debates.
O subsídio “Hora da Família” servirá para introduzir a reflexão e celebração sobre o tema da família na dimensão do trabalho e na festa. É recomendável que se formem grupos de famílias vizinhas, de uma comunidade, de uma quadra, rua, escola, grupos de oração, grupos de reflexão, de ambientes de trabalho, de escolas e outros.
É importante promover reuniões que agrupem todos os membros da família, desde as crianças até aos mais idosos e que todos se sintam valorizados. Que haja momentos de reflexão e celebração e também momentos alegres e festivos. Que não haja excluídos e/ ou desvalorizados.
São de grande valor as celebrações da Eucaristia, cultos ecumênicos, bênçãos das casas. Também é oportuno dar destaques especiais, como: celebrar as “Bodas de Prata” ou “Bodas de Ouro” de casais que as comemoram ao longo do ano, legitimar casamentos; renovação das compromissos matrimoniais numa das celebrações durante Semana Nacional da Família; valorizar os idosos na família; promover noites de talentos com os jovens e crianças. Enfim, valorizar todos os laços familiares nas celebrações. Para isso, é importante estabelecer proximidade com as equipes de liturgia, catequese, dimensões missionária, jovens, ecumênica e outras.
Ainda, como sugestões, destacamos as celebrações conjuntas precedidas de carreatas e com grandes concentrações; missas de abertura e de encerramento da Semana Nacional da Família nas Catedrais, nos Estádios, Ginásios de Esportes, Setores, Áreas, Vicariatos, Foranias, Paróquias e outras.
Um dos grandes desafios da Semana Nacional da Família será de valorizar a presença dos filhos, dos jovens, como propósito de preparação para a Jornada Mundial da Juventude que vai acontecer no Rio de Janeiro em 2013.
*Dr. Pe. Wladimir Porreca é padre da Diocese de São João da Boa Vista/SP, psicoterapeuta e doutor em psicologia(USP) e serviço social (UNESP) e  pesquisador da temática Família.

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

FALANDO DE CATEQUESE: ALGUMAS CONSIDERAÇÕES



Este mês, dia 09/09 perdemos um dos baluartes da catequese do NE2, a simples, humilde, pura de coração e dedicada, Irmã Visitatio, a Catequista Itinerante, como ela própria se denominava. Ainda no dia 30/08, perto de ir para o Pai, deixou uma mensagem para os Catequistas onde insistia sobre a formação. Isto nos fez pensar quanto ela ensinou a nós, que somos catequistas em Casa Forte, em seus encontros, conversas e o “Data Chão”, cartazes que ela ia espalhando pelo chão, à medida que desenvolvia seus encontros.
Em Casa Forte temos uma Catequese de Crianças e Pré Adolescentes organizada, segundo os Documentos e Diretrizes da Igreja e se atualizando com o passar dos anos. É uma Catequese em constante desenvolvimento e sem preconceitos. Recebemos Crianças e Pré-Adolescentes tanto de Classe Média como de nossas comunidades. Quem consulta o site da Paróquia ou o blog da Catequese, já pode observar como nós trabalhamos atingindo não só os catequizandos, mas, também seus pais. Há um programa de formação de Catequista, pelo qual já passaram vários orientadores: Gustavo Castro, Aderson Viana, PE Claudio Sartori, Irmã Visitatio, entre outros (além do nosso Vigário.)
No Centro Catequético do Poço da Panela os catequizandos têm os seus Encontros no próprio local onde residem, porque há condições físicas para isto. Com relação aos outros Centros isto não é possível pela ausência ou precariedade de ambiente físico para os Encontros (barulho, pouco espaço) o que vem a distrair os catequizandos. Mas, o que nos é possível realizar, o fazemos com compromisso e amor, durante todos os sábados do ano. Os catequizandos após os Encontros participam ativamente da Celebração Eucarística preparada especialmente para eles.
E é assim que vivenciamos a nossa Pastoral, recebendo crianças a partir de seis anos que só fazem sua Primeira Eucaristia quando completam 10 anos, ficando conosco mais ou menos 2 anos na Perseverança para daí participarem do Encontro de Adolescentes.
Alertamos aos pais: não se descuidem, vocês são os primeiros e principais Catequistas. A Fé é transmitida junto com o leite materno!
Estamos à disposição de todos para quaisquer esclarecimentos ou para fazerem parte de nossa Pastoral.
Deus nos abençoe!
Maria Pompéa Castelo Branco da Bôa-Viagem (pela Catequese Paroquial)

terça-feira, 22 de setembro de 2009

A família e seus símbolos

Tão prioritária é a família na vida da pessoa, da sociedade e da Igreja, que nos servimos de símbolos para avaliar e explicar sua centralidade. Vamos aqui nos ocupar com alguns símbolos, provavelmente os mais conhecidos, porém muito significativos e iluminadores, para que a família recupere sua credibilidade e seu primado.

1. Família, nossa “primeira pátria”. É nosso primeiro chão, nossa identidade original, nossa casa. Nela somos gerados, cuidados, educados como cidadãos e dela recebemos as condições para a convivência pública e as virtudes sociais. Sem a família, primeira pátria, não teremos a segunda pátria, a comunidade nacional, o povo, a nação. A família é a primeira sociedade natural. Está no centro da vida social.

2. Família, nosso “segundo útero”. Entendemos por segundo útero, a educação, cultura, valores que recebemos na família. Ela é o útero cultural, educacional, espiritual, religioso, ali nascemos para a convivência humana e recebemos as condições para sermos pessoas centradas, civilizadas, humanizadas, amadurecidas.

3. Família, “patrimônio da humanidade”. Todos os povos têm a família como instituição, organização e patrimônio social. È a mais antiga instituição social com a função procriativa, econômica, educativa e afetiva. Pela alteridade, reciprocidade e complementariedade a família é o primeiro lugar de nossa convivência humana. É a primeira sociedade natural, uma comunidade natural, um patrimônio da humanidade.

4. Família, “tesouro dos povos”. É a maior riqueza da pessoa e da sociedade, porque gera a vida, facilita o relacionamento, é escola de “comunhão com os outros e de doação aos outros”. Nela recebemos as primeiras noções a respeito do amor, do bem, da verdade, dos valores. Nela aprende-se ser pessoa.

5. Família “ninho da vida”. A família está a serviço da vida. A vida é concebida, gerada, nascida, desenvolvida, amada, amadurecida na família. Ninho é símbolo de calor humano, do afeto, do cuidado, significa também abrigo e proteção da vida. Na família se desenvolve a “ecologia humana”.

6. Família “berço de vocações”. Na família as vocações e as profissões têm sua origem, motivação, incentivo. A família que cultiva a espiritualidade, participa da comunidade, respeita as vocações, educa para os valores e ensina as limitações, torna-se berço de vocações e de profissões.

7. Família “sacrário da fé”. O sacramento do matrimônio, a educação e vivência da fé fazem da família o sacrário da fé onde os pais transmitem para as novas gerações o tesouro da fé. É preciso falar de Deus aos filhos, ensinar religião e praticar a oração. Tudo isso colabora para a serenidade, motivação e educação dos filhos. A espiritualidade familiar defende nossos lares dos ataques do mal.

8. Família, “igreja doméstica”. É a primeira comunidade religiosa, onde os pais são sacerdotes pelo batismo, são os primeiro catequistas. A família é uma comunidade de vida, de amor e de fé. Nossas casas são também santuários.

9. Família “santuário do amor”. A Palavra de Deus ensina que “não é bom o homem estar só” (Gn 2,18). O fundamento da família é a união entre um homem e uma mulher, no sacramento do matrimonio, para o bem deles mesmos, dos filhos e da sociedade. Como aliança de amor, comunidade de amor a família é a realização das pessoas no amor em distintas experiências: amor conjugal, amor filial, amor fraternal, amor familiar, amor social.

10. Família “escola de valores”, a função educativa, cultural, ética da família tem singular importância. Ela é o primeiro lugar de humanização, célula vital da sociedade, educadora de valores e de limites, promotora das virtudes. Os pais são mestres. Os filhos aprendem imitando. O bem da pessoa e o bom funcionamento da sociedade estão conexos com o bem-estar conjugal e familiar.

11. Família “célula da sociedade”. É a primeira comunidade, portanto, existe antes da sociedade e do Estado e tem direitos próprios e inalienáveis. A sociedade e o Estado estão para a família, ela é a célula do organismo social. Cabe ao Estado defender e proteger a família com políticas públicas efetivas.

Dom Orlando Brandes

do site da pastoral familiar

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

A BÍBLIA NA MÃO DO POVO

Necessitamos de uma “mobilização bíblica” para sermos discípulos missionários. Sem Bíblia o discipulado é incompleto. O primeiro passo é ter a bíblia nas mãos. É sobre isso que vamos refletir.

1. Deus tem o livro nas mãos (Ez 2,9). O profeta Ezequiel escreveu que “viu uma mão que segurava um manuscrito” (Ez 2,9). A visão do profeta é extraordinária e catequética. Deus lhe apresenta o livro e ordena ao profeta engolir as Escrituras Sagradas (Ez 3,1-3). Bíblia na mão e no coração, significa ter a bíblia nas mãos, saber abrí-la e interiorizá-la. Deus com o livro na mão faz um gesto altamente simbólico para nós. O lugar da Bíblia não é a prateleira nem a livraria, mas, nossas mãos. Bíblia a preço acessível, à altura do bolso.

2. Jesus tem o livro nas mãos (Apoc 5,1) João evangelista narra que o Cordeiro sentado no trono, tem o livro nas mãos (Apoc 5,8). Jesus na glória tem a bíblia em suas mãos e quer que o livro seja aberto, lido, conhecido. Na glória, Jesus nos indica que a Palavra, chega à sua plena confirmação.

3. O anjo do céu tem o livro nas mãos (Apoc 10,2). João evangelista vê o anjo com o livro nas mãos e ordena que evangelista coma o livro. Eis a lição: ter a Bíblia e interiorizá-la. O anjo simboliza todo aquele que anuncia a Palavra. Ainda mais, a Bíblia é em si um anjo para nós.

4. João evangelista tem o livro nas mãos (Apoc 10,8). Deus manda João pegar o livro. Esta ordem divina é para todos nós. Nosso povo deve ter acesso à Bíblia, ter o livro nas mãos. É o primeiro passo. Aprende-se nadar, nadando. Aprende-se a Bíblia tomando-a nas mãos.

5. Jesus, evangeliza com o livro nas mãos (Lc 4,17). O evangelista Lucas nos mostra Jesus com o livro sagrado nas mãos. Ele abre, lê e interpreta as Escrituras. Este era um costume de Jesus, isto é, participar da comunidade e ter o livro nas mãos para abrir, ler, interpretar, atualizar a mensagem. Esta era uma prática, um jeito, um costume de Jesus.

6. Santo Agostinho tem a Bíblia nas mãos. Em seu livro Confissões,, Santo agostinho conta como ouviu a voz interior que ordenou-o a pegar a Bíblia e lê-la: “Toma e lê”. Caiu-lhe nos olhos o texto da carta aos Efézios (Ef 5,1-7) Agostinho converte-se com a Bíblia na mão. Deus ordena-lhe tomar a Escritura e ler a mensagem divina que recria, refaz, recupera a vida a todos.

7. A religiosidade popular idealizou São Judas com a Bíblia na mão. A imagem de S. Judas Tadeu (e de outros santos e santas) impressiona por ter a Bíblia nas mãos. O próprio povo e a tradição da fé nos indica que com a Bíblia na mão estamos no caminho da santidade e da transformação da Igreja

8. O Concílio Vat. II pede que tenhamos a Bíblia nas mãos. O Documento Perfectae Caritatis nº. 6 diz: “Tenham todos os dias nas mãos a Palavra de Deus”. Eis um mandamento conciliar, uma ordem da mãe Igreja. É o primado da Palavra que irá rejuvenescer a Igreja.

9. A Pontifícia Comissão Bíblica alegra-se ao ver gente humilde com a Bíblia na mão. Num de seus documentos, a Pontifícia Comissão Bíblica, (1993, IV,C3) se manifesta assim: “É motivo de alegria ver a Bíblia nas mãos de gente humilde e pobre.” Pelo que vemos, a Bíblia na mão do povo é um sopro do Espírito e alegria dos biblistas da Igreja.

10. O Papa Bento recomenda que devemos ter a Bíblia em nossas mãos. Diz o Papa Bento XVI aos jovens: “Tenham a Bíblia ao alcance da mão” (Cf. Osservatore Romano, Ed. Portuguesa, 4 de maio de 2006, pág. 6). Aos Bispos do Brasil, reunidos na Catedral da Sé, no dia 11 de maio de 2207, por ocasião de sua visita ao Brasil, disse o Papa:”é preciso trabalhar com os evangelhos nas mãos”. (cf.Osservatore Romano, ed. Portuguesa, 11 de maio, nº. 5, pág.9) Colocar a Bíblia nas mãos do povo, dos homens e mulheres da Igreja, é agora um ensino pontifício, mas a grande maioria do povo católico não têm acesso à Bíblia. Depois, vem o segundo passo que é o ensino, a compreensão e reta interpretação do texto sagrado. Nossa mobilização bíblica começa com a Bíblia na mão do povo.

do site: www.pastoralfamiliarcnbb.org.br

sexta-feira, 31 de julho de 2009

Sombras Pastorais

1. Messianismo. É a mania de fazer planos pastorais, sem consultar a vontade de Deus. Daí vem o estrelismo das pessoas que se projetam a si mesmas. Deus fica em segundo lugar, serve de estepe para que nossos planos não falhem, segundo nossa vontade, nossas ideologias e nossas óticas.
2. Ativismo. Pouca oração e muita agitação. Vale o que eu faço e não o que eu sou. A pastoral vira profissão, burocracia. O ativismo leva à impaciência apostólica. É fruto do vazio interior e da vaidade pessoal.
3. Perfeccionismo. Busca-se o êxito, o sucesso, o resultado. A confiança não está na graça de Deus mas nos planos e ações bem escritas nos livros pastorais e nas pessoas envolvidas. Tudo deve dar certo.
4. Mutismo. Consiste em calar verdades, omitir correções e falar só o que agrada. As grandes verdades silenciadas são: a castidade, o purgatório, o inferno, a infidelidade conjugal, a renuncia. O que importa é agradar. Por isso, há falta de profetismo.
5. Pessimismo: Prega-se problemas, incertezas, azedumes e queixas. A Palavra de Deus não é proclamada. No seu lugar estão as dúvidas, suspeitas e vazios do pregador, do catequista, do pastoralista. Joga-se sobre o povo, problemas pessoais não resolvidos.
6. Falta de esperança. É o pecado do reducionismo que consiste em reduzir a esperança, não crer na ressurreição, na eternidade, na vida futura. Tudo fica reduzido a este mundo, à matéria, à ciência experimental. Sem esperança não há consistência.
7. Burocracia. As pessoas são deixadas de lado e esquecidas. Cumprem-se as leis, marca-se o ponto, tudo vira pura burocracia eclesiástica e administração. O burocrata cumpre o dever, mas abandona as pessoas, os pobres, os sofredores. O que importa é o funcionamento da máquina eclesial.
8. Discriminação. Uns são privilegiados e outros descartados. Uns bem recebidos, outros rejeitados. Faz-se acepção de pessoas. Os ricos, os amigos, os privilegiados têm vez, os outros são discriminados.
9. Sectarismo. É a falta de abertura, de pluralismo e de ecumenismo. Sectário é que secciona, busca o que lhe interessa e agrada. É o grupismo. Só meu grupo, minha espiritualidade, meu movimento, minha pastoral, meu interesse é que vale. O sectário ignora o outro, o diferente e o despreza, critica e combate. Falta o espírito de comunhão e de unidade. É a pastoral de gavetas e sem articulação que acaba no paroquialismo.
10. Carreirismo. É quem busca promoção. Fecha-se na sua experiência e desfaz a experiência dos outros. Eu é que estou certo os outros estão errados. O carreirista acha-se insubstituível e infalível. Não solta os cargos. Perpetua-se no poder. É grudado na sua função. Mata a pastoral pelo apego ao poder. Não quer mudança nem transferência. Não dá lugar para os outros.
11. Individualismo. É quem espera gratificações, recompensas, aplausos e louvores. Precisa toda hora de elogios, pois do contrário cai em aflição ou na crítica azeda. O que vale é a sua imagem, sua fama, a projeção de si.
12. Perda da alegria. Faz tudo por obrigação, cai na rotina, vive na superficialidade. Não tem entusiasmo perdeu a alegria e o humor. Vem a amargura e a dramatização da vida.
13. A mesmice. É quem perdeu a criatividade, caiu na instalação, na mediocridade. Faz tudo sem amor, instala-se nos próprios defeitos e os justifica. Tem explicação para todos os seus erros e desleixos. Não muda e não se dispõe a mudar.
14. Vitimismo. É quem se acha injustiçado, rejeitado e por isso vive na apatia, arranja doenças, apega-se a defeitos psicológicos para justificar o vitimismo. Vive mais cuidando de si do que da pastoral do rebanho.
15. A inveja pastoral. Consiste em menosprezar o trabalho dos outros, aumentar seus defeitos, competir e tratar os outros com cinismo. O invejoso procura bloquear o sucesso alheio. Acontece aqui a “contradição dos bons”, ou seja, não recebemos apoio e incentivo dos nossos colegas, amigos, irmãos de caminhada, pelo contrário, somos invejados, incompreendidos e criticados.
Para uma sadia evangelização precisamos da “conversão pastoral” pela qual venceremos as sombras pastorais, como aponta o Documento de Aparecida.
Dom Orlando Brandes
Arcebispo de Londrina
_________________________________________________________Artigo publicado na Folha de Londrina dia 20 de junho de 2009.

quarta-feira, 29 de julho de 2009

Semana Nacional da Família

Semana Nacional da Família-Família, espaço privilegiado para a existência e a convivência humana
Como já tivemos a oportunidade em outros momentos, recordamos que a Semana Nacional da Família é um evento anual da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), que faz parte do calendário de, praticamente, todas as paróquias do Brasil. Teve início em 1992, como resposta à inquietação, ao descontentamento e desejo de se fazer alguma coisa em defesa e promoção da família, cujos valores, hoje, provavelmente mais que em outros tempos, vêm sendo agredidos sistematicamente em nossa sociedade. Escolheu-se, para isso, a semana seguinte ao Dia dos Pais, no mês de agosto, por ser o mês vocacional. Este ano de 2009, a Semana Nacional da Família acontece de 9 a 15 de agosto.
A Comissão Episcopal Pastoral para a Vida e a Família da CNBB e a Comissão Nacional da Pastoral Familiar lançaram o subsídio “Hora da Família”, cujo tema deste ano é: “Família, Igreja Doméstica, Caminho para o Discipulado”, em articulação e comunhão com a Comissão Episcopal Pastoral para a Animação Bíblico-Catequética num compromisso conjunto com o Ano Catequético. Foram solicitados juntos à Secretaria Executiva Nacional da Pastoral Familiar (SECREN/PF) mais de 200 mil exemplares do subsídio “Hora da Família”.
Com a Semana Nacional, a Igreja do Brasil quer, uma vez mais, salientar a importância da família, que, talvez mais que outras instituições, tem sido posta em questão pelas amplas, profundas e rápidas transformações da sociedade e da cultura. Por isso, é fundamental um olhar atento, dirigido com carinho, afeto e atenção à família, patrimônio da humanidade e tesouro dos povos.
Os Bispos do Brasil, reunidos na 47ª Assembleia Geral da CNBB, em Itaici, Indaiatuba (SP), nos dias 22 de abril a 1º de maio de 2009, divulgaram “Manifesto em favor da Família” onde reafirmam que “Deus criou o ser humano à sua imagem e semelhança, homem e mulher ele os criou (cf. Gn 1,27), destinando-os à plena realização na comunhão de vida, de amor e de trabalho. Por essa razão, o matrimônio e a família constituem um bem para os esposos e a sociedade. O amor conjugal aberto à geração e educação dos filhos proporciona a experiência de paternidade e maternidade através das quais os pais se tornam colaboradores do Criador”.
Igreja no Brasil conclama a todos para que prossigam no objetivo pastoral de Evangelizar pela Família e para a Vida, continuando com o empenho sócio-evangelizador pela promoção da vida, do matrimônio e da família, lembrando sempre do importante e insubstituível papel subsidiário da família cidadã para o bem da sociedade.
Para isso, é fundamental que “os meios de comunicação, os poderes públicos, os profissionais de saúde, as universidades, o sistema educacional, as empresas, as instituições e os organismos não-governamentais e todas as igrejas sejam conclamados a promover os valores da família e agirem como seus amigos”, enfatizam os bispos brasileiros. Estou certo que todos aqueles e aquelas que valorizam e amam sua família não medirão esforços em protegê-la e defendê-la das grandes pressões externas. Que a família brasileira seja respeitada como espaço privilegiado para a existência e a convivência humana!
A Comissão Episcopal Pastoral para a Vida e a Família e Comissão Nacional da Pastoral Familiar desejam às comunidades espalhadas por todo país e, também, as comunidades que estão além fronteiras, em outros países e, que se unem em sintonia com as famílias no Brasil para celebrar a Semana Nacional da Família, um abençoado e profícuo apostolado junto às famílias por meio da oração, encontros, reflexões, espiritualidade e confraternização. Igualmente, imploramos à Sagrada Família de Nazaré para que acompanhe os trabalhos das Comissões e Equipes Regionais, Diocesanas e Paroquiais da Pastoral Familiar no Brasil.
Fazemos nossa oração pelos nossos queridos pais e pelas nossas queridas famílias com o refrão: “Ilumina, ilumina nossos pais, nossos filhos e filhas. Ilumina, ilumina cada passo das nossas famílias”.
Pe. Luiz Antonio Bento
Assessor da Comissão Episcopal para a Vida e a Família e
Comissão Nacional da Pastoral Familiar

do site:http://www.pastoralfamiliarcnbb.org.br/novo_site/default.asp